Sexo e violência causam o oposto do que as marcas pensavam


São Paulo - Muitas marcas adoram apelar para imagens sensuais ou para temas de conotação erótica. Parecem atrair o olhar do consumidor.

Dos comerciais de cerveja no Brasil (Devassa, Skol e tantas outras) às marcas estrangeiras (como a de lingerie Victoria’s Secret e a de fast food Carl’s Jr.), muitas insistem em colocar corpos seminus em suas campanhas.

A violência na TV também parece ser algo que provoca o interesse de marcas e produtores. É a ideia de que o sangue na tela vai atiçar a curiosidade ou "provocar".

Mas um estudo recente mostra que os anúncios sexuais não chamam a atenção para o produto, sim para o sexo em si. A violência não chama a atenção para o produto ou o programa, mas apenas para a própria violência mostrada.

Ou seja, esses apelos de nada ajudam as marcas e seus produtos. A atenção conquistada com esses dois subterfúgios acaba sendo tautológica. Quem observa, olha para o próprio apelo. E à marca não se agrega nada.

A análise é de Robert Lull e Brad Bushman e foi publicada no The Conversation, site australiano.

O estudo

Os pesquisadores analisaram 53 estudos sobre a temática, englobando mais de oito mil participantes. Eles cruzaram os dados e resultados de todas as pesquisas disponíveis.

A dupla criou dois contextos para análise: comerciais e anúncios que usam sexo ou violência; e programas de TV que usam sexo ou violência e têm intervalos comerciais.

Depois, analisaram os efeitos desses dois contextos em três quesitos que geralmente medem o sucesso de um anúncio:

- A memória ou lembrança da marca: se a pessoa se lembra da marca anunciada ou não;

- A atitude: o que os espectadores sentiram sobre a marca com o anúncio;

- A intenção de compra: indicador que mostra quão inclinada está a pessoa a comprar tal produto após ver o anúncio.

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